Ahh, Curitiba. Posso falar muito dessa cidade que me adotou e que me encantou com sua mistura de modernidade e antiguidade em suas construções; o charme dos velhos casarões do Largo da Ordem e a simplicidade do povo que tem a fama de não ser simpático, até você os conhecer melhor... São do tipo que, depois que viram seus amigos, serão seus amigos para sempre!
Terra de Paulo Leminski e outros ícones da nossa cultura...
Em Curitiba você pode encontrar nas ruas figuras como Galileu Galilei, a Princesa Isabel e até Napoleão Bonaparte. Gente também importante como Thomas Edison, Santos Drumont e até Raul Seixas. Bem, até os Marechais que eram rivais, hoje se encontram em uma esquina. Duvida? Então dê um passeio lá pelo centro.



Falando nisso, juram que a Avenida Luiz Xavier é a menor do mundo. Não sei se é bem assim. Mas é ali que a magia de verdade acontece...



Quase colada com o bondinho da XV, a avenida é junta ao calçadão... da Quinze. O prédio imponente lá no fundo? Bem, é ali onde acontece o maior Espetáculo de Natal da região, do Bradesco, onde um coral magnifico com mais de cem crianças se apresentam, reunindo multidões que se aglomeram até lá naquelas árvores, onde fica a praça Osório e o seu famoso relógio...



O relógio da Praça Osório originalmente foi instalado em dezembro de 1914, quando foram feitas obras de remodelação e embelezamento pelo prefeito Cândido de Abreu. No início, não funcionava muito bem, pois os mecanismos --que vinham de navio a vapor--, não chegaram a tempo devido à Primeira Guerra.

Passado um tempo, o relógio foi substituído em 1950, na gestão de Iberê de Mattos. E, novamente, na primeira gestão do prefeito Rafael Greca, foi providenciado um novo relógio, construído pela Gunter & Muller, com as características visuais do modelo de 1914. A troca marcou as comemorações dos 300 anos da capital, completado nos anos 90, onde Curitiba era conhecida como a capital ecológica do país, devido aos seus serviços à favor da natureza e aos seus 33 parques, atualmente.


Ah, os parques totalizam uma área de 19.251.878 m², ou 19,25 km², 4,42% da área da cidade. O primeiro parque de Curitiba surgiu há muito tempo, em 1886; e depois vieram outros tantos, como o Jardim Botânico, cartão postal da cidade e o Barigui, famoso pelas suas capivaras e pelo jacaré que morava ali há alguns anos. 

Muitos outros parques com muita natureza estão disponíveis na cidade, como o Tingui, o Parque das Pedreiras e o meu preferido, devido às histórias pessoais que lá eu vivi, o Tanguá.



Àqueles que gostam de viajar e aproveitar a cultura, boas pedidas são o Opera de Arame, o Teatro Guaíra e o Teatro Lala, bem como inúmeros outros lugares para quem busca fomentar o seus conhecimentos e curtir um espetáculo. 

Espetáculo, também, é arquitetura do Centro Histórico (ou Setor Histórico de Curitiba), onde parte deste trajeto é chamado informalmente como Largo da Ordem, local onde todos os domingos, desde 1973, ocorre a tradicional Feira do Largo da Ordem; ao lado do Cavalo Babão, que é o nome carinhoso dado pelos jovens que utilizam o espaço para beber suas Coca-Colas aos fins de semana no local, para a  obra do artista plástico Ricardo Tod, que foi inaugurada há mais de 20 anos, em 1995.


A famosa escultura do cavalo é uma homenagem aos tropeiros que saíam do interior rumo a Curitiba no século XX e deixavam seus cavalos atrelados no centro da cidade, onde se encontravam os maiores pontos comerciais da capital. Comércio que, diga-se de passagem, é o forte dos curitibanos e dos curitibanos adotados, como, atualmente, as diversas pastelarias chinesas e os restaurantes do Calçadão da Rua Quinze de Novembro, ilustrados por personagens que ficam com uma placa gigante nas costas anunciando almoço por um preço acessível; a tia da borboleta (jogo de loteria que eu nunca entendi como funciona) e claro, o Oil Man, que anda só de sunga com o corpo coberto de óleo, empurrando a sua bike pela cidade mesmo estando um frio de rachar. Não sei se vocês sabem, mas Curitiba faz muito frio. Paulistas não sabem o que é frio... você vai ouvir muito isso das gurias no biarticulado indo para o trabalho.


A propósito: piá e guria significa menino e menina, respectivamente. E duas vina a gente pede no cachorro quente. 

Biarticulado é uma jamanta, digo, um ônibus, que chega aos 30 metros de comprimento e leva uma cambada em cada viagem. Talvez a linha mais famosa dos expressos, como ainda dizem os mais antigos, seja a Santa Cândida/ Capão Raso, que vive lotado e dá para fazer conexão no Shopping Estação. A linha também passa em frente a diversos outros shoppings, como o Curitiba, o Água Verde e o Palladium, encerrando o trajeto no terminal do bairro Capão Raso que fica na frente do Shopping Popular; shoppings os quais são a praia dos curitibanos. Pense num lugar lotado aos domingos. Piazada não perde tempo. Juntam umas moedas e vão comer no "méque". Falando em comer, um bom lugar --antes que me perguntem-- é em Santa Felicidade...


Se você tiver uma graninha, claro. Eu costumava usar meu V.A para comer nesse aí da foto. Pense numa comida boa. Entre outros restaurantes, estão o "Madalosso", o maior restaurante da América Latina e a tradicional "Casa dos Arcos", instalado num prédio histórico, construído em 1895 pela família de Marcos Mocellin e transformado em restaurante em 1982.

Outros pontos do bairro considerados referências históricas e culturais, são a "Casa Culpi", construído por Giovanni Baptista Culpi em 1887 para ser residência e comércio de secos e molhados e que atualmente pertence ao município e a "Casa dos Gerânios" (também conhecido por sobrado Nona Carolina), construída em 1891 por Nicolau Boscardim. 

Santa Felicidade foi colonizada por colonos italianos, que transformaram o bairro numa beleza sem igual na cidade; sendo um dos pontos turísticos mais fotografados pelos turistas que utilizam a Linha Turismo de Curitiba; serviço oferecido para que visitantes e moradores, por que não, possam conhecer melhor a cidade em cima de um ônibus estilo jardineira, igual àqueles da Inglaterra, por um preço não muito salgado. Não sei quanto está custando agora, mas é algo em torno de R$ 40, que dá direito a você descer cinco vezes. 


O início do seu trajeto é no centro da cidade, quase no marco zero, na Praça Tiradentes, em frente à Catedral Nossa Senhora da Luz dos Pinhais. 

A Catedral qual foi construída em estilo neogótico inspirada na Catedral da Sé de Barcelona, na Espanha. As pinturas existentes são dos artistas italianos Carlos Garbaccio e Anacleto Garbaccio. 

 
No plano original, uma de suas duas torres comportaria um sino e um relógio, enquanto a outra um observatório meteorológico dotado com um barômetro, que nunca foi instalado por custarem os olhos da cara. E de olho curitibano entende...


O museu Oscar Niemeyer ou carinhosamente chamado de Museu do Olho (não faço ideia do porquê), é um complexo de dois prédios, instalado em uma área de trinta e cinco mil metros quadrados (dos quais dezenove mil dedicados à área de exposições), é um verdadeiro exemplo da Arquitetura aliada à Arte. Inaugurado no dia 22 de novembro de 2002 com o nome de Novo Museu, com a conclusão do anexo foi reinaugurado em 8 de Julho de 2003, recebendo a atual denominação. 

No pátio à esquerda (onde mais guris vêm aos fins de semana para beber refri) ficam os edifícios dos Poderes Judiciários da Capital, bem como prédios da Prefeitura, entre outros, no bairro chamado de Centro Cívico, onde, ao lado da prefeitura tem um tubo (ponto de ônibus de Curitiba) que te leva ao bairro Boqueirão e ao Aeroporto que, sim, pertence ao Município de São José dos pinhais (região metropolitana). Essa é uma briga constante em comentários de sites de notícias, que relatam como "Aeroporto Internacional de Curitiba", porém, este fica na cidade vizinha. Ok, mas quando você começa a conhecer uma guria pela internet, ela diz que é de Curitiba, mas quando você pergunta em qual bairro ela mora, ela diz:

- Bem, na verdade eu moro em Piraquara, região metropolita. Pertinho, rs

Duas horas de busão "cata osso"; aqueles bancos duros, iguais àqueles trens antigos. 

Por falar em trem, ainda temos passeios de trem em Curitiba, saindo da rodoviária...


...Ou rodoferroviária, como chamamos, pois dali também saem os trens de passageiros com destino à cidade de Morretes, com trajeto pela Serra do Mar, no Litoral do Estado. 
Ah, aquele veículo vermelho ali é o biarticulado e não um trem. O trem é um pouco menor.

Em frente à rodoviária você encontra o Mercado Municipal, grande ponto turístico da cidade que atrai muitos turistas e moradores em busca dos mais de 72 mil produtos dos mais variados, bem como lanchonetes e artes. O Mercado Municipal conta com uma estrutura de 15,6 mil metros, que reúne 362 unidades comerciais, entre boxes e bancas, comandados por 196 comerciantes.


Assim como a Rodoferroviária, o Mercado Municipal está instalado num bairro 'colado' ao centro da cidade, no Jardim Botânico, que leva esse nome devido ao principal cartão postal de Curitiba.


Inaugurado em 5 de outubro de 1991, é uma área protegida, constituída por coleções de plantas vivas, cientificamente reconhecidas, organizadas e identificadas, com a finalidade de estudo, pesquisa e documentação do patrimônio florístico do País, em especial da flora paranaense. O nome oficial é uma homenagem à urbanista Francisca Maria Garfunkel Rischbieter, uma das pioneiras no trabalho de planejamento urbano de Curitiba.

Dos seus 178 mil metros quadrados, mais de 40% de sua área total corresponde a um Bosque de Preservação Permanente, conforme a Lei Municipal nº 62 de 1986, com nascentes formadoras dos lagos.

E lagos não faltam na Cidade: Desde em parques como o Barigui, o São Lorenço, o do Iguaçu, entre tantos outros, como o Tanguá e o Tingui --com seu incrível Memorial Ucraniano-- e muitos outros bosques, como o do Papa e o charme do Alemão, este que é ponto de encontro de diversos casais


Inaugurado em 1996, o Bosque Alemão homenageia a cultura e as tradições que os imigrantes alemães trouxeram para Curitiba. Ocupa 38 mil m² de área no bairro Vista Alegre. A maior parte dessa área é de mata nativa densa e fazia parte da antiga chácara da família Schaffer.

O Bosque é rico em atrações. Lá você encontra o Oratório Bach, uma sala para concertos musicais e a Torre dos Filósofos, com um mirante. 


Falando em Torre, não deixe de conhecer a Torre Panorâmica da cidade, uma torre de uma empresa de telefonia que permite o turista vislumbrar a cidade  em 360 graus, a cento e dez metros de altura.



Dentre tantos lugares incríveis nessa cidade também incrível, você também não pode esquecer de visitar a Universidade Federal do Paraná, que fica no calçadão da XV, mas no outro lado ao qual nós estávamos, ou seja, lá na Praça Santos Andrade, pertinho do Teatro Guaíra. O Paço da Liberdade, a Rua 24 horas e o Memorial Árabe também são atrações imperdíveis. Museus como o do Holocausto e do Expedicionário (ou "Museu do Avião), contam a história de tempos de Guerra. 


Dentre tantos outros museus e teatros na cidade, também destaca-se o Teatro Paiol, no bairro Rebouças. O nome se deve a uma rica e trágica história. Em meados de 1874 havia um armazém, dirigido por uma viúva que comercializava fogos de artifícios. E segundo relatos históricos houve uma grande explosão dando início a várias mudanças no local designado para esta função.


Ahh! Lugares como a Unilivre (Universidade Livre do Meio Ambiente) também merece uma visita. Não muito explorada pelos turistas, possivelmente por falta de algumas informações, a universidade conta com lagos e vários animais em seu grande terreno, com sua sede feita de madeira, integrando-se ao meio ambiente.

Não poderei citar todos os lugares incríveis que existem nessa magnífica cidade, pois senão passaríamos horas lendo.

O artigo ficou um pouco grande, mas é a forma que eu pude encontrar para expressar o meu amor por essa capital que eu adotei para ser minha. 

Não deixe de conhecer essa cidade considerada diferentona; onde o povo guarda o papel da bala no bolso e joga no cesto de lixo; 

Onde os piás de prédio e os piás da vila se juntam para andar de skate na pista do Gaúcho...



Onde até hoje não temos certeza à respeito do prédio que gira. Será lenda ou verdade? 


Onde o ônibus 666 vai ao Novo Mundo...


Onde você pode escolher viver sozinho, por que não?


Ou fazer novos amigos no Bar do Alemão!

Conheça Curitiba, uma capital encantadora e apaixonante

Ahh, Curitiba. Posso falar muito dessa cidade que me adotou e que me encantou com sua mistura de modernidade e antiguidade em suas construções; o charme dos velhos casarões do Largo da Ordem e a simplicidade do povo que tem a fama de não ser simpático, até você os conhecer melhor... São do tipo que, depois que viram seus amigos, serão seus amigos para sempre!
Terra de Paulo Leminski e outros ícones da nossa cultura...
Em Curitiba você pode encontrar nas ruas figuras como Galileu Galilei, a Princesa Isabel e até Napoleão Bonaparte. Gente também importante como Thomas Edison, Santos Drumont e até Raul Seixas. Bem, até os Marechais que eram rivais, hoje se encontram em uma esquina. Duvida? Então dê um passeio lá pelo centro.



Falando nisso, juram que a Avenida Luiz Xavier é a menor do mundo. Não sei se é bem assim. Mas é ali que a magia de verdade acontece...



Quase colada com o bondinho da XV, a avenida é junta ao calçadão... da Quinze. O prédio imponente lá no fundo? Bem, é ali onde acontece o maior Espetáculo de Natal da região, do Bradesco, onde um coral magnifico com mais de cem crianças se apresentam, reunindo multidões que se aglomeram até lá naquelas árvores, onde fica a praça Osório e o seu famoso relógio...



O relógio da Praça Osório originalmente foi instalado em dezembro de 1914, quando foram feitas obras de remodelação e embelezamento pelo prefeito Cândido de Abreu. No início, não funcionava muito bem, pois os mecanismos --que vinham de navio a vapor--, não chegaram a tempo devido à Primeira Guerra.

Passado um tempo, o relógio foi substituído em 1950, na gestão de Iberê de Mattos. E, novamente, na primeira gestão do prefeito Rafael Greca, foi providenciado um novo relógio, construído pela Gunter & Muller, com as características visuais do modelo de 1914. A troca marcou as comemorações dos 300 anos da capital, completado nos anos 90, onde Curitiba era conhecida como a capital ecológica do país, devido aos seus serviços à favor da natureza e aos seus 33 parques, atualmente.


Ah, os parques totalizam uma área de 19.251.878 m², ou 19,25 km², 4,42% da área da cidade. O primeiro parque de Curitiba surgiu há muito tempo, em 1886; e depois vieram outros tantos, como o Jardim Botânico, cartão postal da cidade e o Barigui, famoso pelas suas capivaras e pelo jacaré que morava ali há alguns anos. 

Muitos outros parques com muita natureza estão disponíveis na cidade, como o Tingui, o Parque das Pedreiras e o meu preferido, devido às histórias pessoais que lá eu vivi, o Tanguá.



Àqueles que gostam de viajar e aproveitar a cultura, boas pedidas são o Opera de Arame, o Teatro Guaíra e o Teatro Lala, bem como inúmeros outros lugares para quem busca fomentar o seus conhecimentos e curtir um espetáculo. 

Espetáculo, também, é arquitetura do Centro Histórico (ou Setor Histórico de Curitiba), onde parte deste trajeto é chamado informalmente como Largo da Ordem, local onde todos os domingos, desde 1973, ocorre a tradicional Feira do Largo da Ordem; ao lado do Cavalo Babão, que é o nome carinhoso dado pelos jovens que utilizam o espaço para beber suas Coca-Colas aos fins de semana no local, para a  obra do artista plástico Ricardo Tod, que foi inaugurada há mais de 20 anos, em 1995.


A famosa escultura do cavalo é uma homenagem aos tropeiros que saíam do interior rumo a Curitiba no século XX e deixavam seus cavalos atrelados no centro da cidade, onde se encontravam os maiores pontos comerciais da capital. Comércio que, diga-se de passagem, é o forte dos curitibanos e dos curitibanos adotados, como, atualmente, as diversas pastelarias chinesas e os restaurantes do Calçadão da Rua Quinze de Novembro, ilustrados por personagens que ficam com uma placa gigante nas costas anunciando almoço por um preço acessível; a tia da borboleta (jogo de loteria que eu nunca entendi como funciona) e claro, o Oil Man, que anda só de sunga com o corpo coberto de óleo, empurrando a sua bike pela cidade mesmo estando um frio de rachar. Não sei se vocês sabem, mas Curitiba faz muito frio. Paulistas não sabem o que é frio... você vai ouvir muito isso das gurias no biarticulado indo para o trabalho.


A propósito: piá e guria significa menino e menina, respectivamente. E duas vina a gente pede no cachorro quente. 

Biarticulado é uma jamanta, digo, um ônibus, que chega aos 30 metros de comprimento e leva uma cambada em cada viagem. Talvez a linha mais famosa dos expressos, como ainda dizem os mais antigos, seja a Santa Cândida/ Capão Raso, que vive lotado e dá para fazer conexão no Shopping Estação. A linha também passa em frente a diversos outros shoppings, como o Curitiba, o Água Verde e o Palladium, encerrando o trajeto no terminal do bairro Capão Raso que fica na frente do Shopping Popular; shoppings os quais são a praia dos curitibanos. Pense num lugar lotado aos domingos. Piazada não perde tempo. Juntam umas moedas e vão comer no "méque". Falando em comer, um bom lugar --antes que me perguntem-- é em Santa Felicidade...


Se você tiver uma graninha, claro. Eu costumava usar meu V.A para comer nesse aí da foto. Pense numa comida boa. Entre outros restaurantes, estão o "Madalosso", o maior restaurante da América Latina e a tradicional "Casa dos Arcos", instalado num prédio histórico, construído em 1895 pela família de Marcos Mocellin e transformado em restaurante em 1982.

Outros pontos do bairro considerados referências históricas e culturais, são a "Casa Culpi", construído por Giovanni Baptista Culpi em 1887 para ser residência e comércio de secos e molhados e que atualmente pertence ao município e a "Casa dos Gerânios" (também conhecido por sobrado Nona Carolina), construída em 1891 por Nicolau Boscardim. 

Santa Felicidade foi colonizada por colonos italianos, que transformaram o bairro numa beleza sem igual na cidade; sendo um dos pontos turísticos mais fotografados pelos turistas que utilizam a Linha Turismo de Curitiba; serviço oferecido para que visitantes e moradores, por que não, possam conhecer melhor a cidade em cima de um ônibus estilo jardineira, igual àqueles da Inglaterra, por um preço não muito salgado. Não sei quanto está custando agora, mas é algo em torno de R$ 40, que dá direito a você descer cinco vezes. 


O início do seu trajeto é no centro da cidade, quase no marco zero, na Praça Tiradentes, em frente à Catedral Nossa Senhora da Luz dos Pinhais. 

A Catedral qual foi construída em estilo neogótico inspirada na Catedral da Sé de Barcelona, na Espanha. As pinturas existentes são dos artistas italianos Carlos Garbaccio e Anacleto Garbaccio. 

 
No plano original, uma de suas duas torres comportaria um sino e um relógio, enquanto a outra um observatório meteorológico dotado com um barômetro, que nunca foi instalado por custarem os olhos da cara. E de olho curitibano entende...


O museu Oscar Niemeyer ou carinhosamente chamado de Museu do Olho (não faço ideia do porquê), é um complexo de dois prédios, instalado em uma área de trinta e cinco mil metros quadrados (dos quais dezenove mil dedicados à área de exposições), é um verdadeiro exemplo da Arquitetura aliada à Arte. Inaugurado no dia 22 de novembro de 2002 com o nome de Novo Museu, com a conclusão do anexo foi reinaugurado em 8 de Julho de 2003, recebendo a atual denominação. 

No pátio à esquerda (onde mais guris vêm aos fins de semana para beber refri) ficam os edifícios dos Poderes Judiciários da Capital, bem como prédios da Prefeitura, entre outros, no bairro chamado de Centro Cívico, onde, ao lado da prefeitura tem um tubo (ponto de ônibus de Curitiba) que te leva ao bairro Boqueirão e ao Aeroporto que, sim, pertence ao Município de São José dos pinhais (região metropolitana). Essa é uma briga constante em comentários de sites de notícias, que relatam como "Aeroporto Internacional de Curitiba", porém, este fica na cidade vizinha. Ok, mas quando você começa a conhecer uma guria pela internet, ela diz que é de Curitiba, mas quando você pergunta em qual bairro ela mora, ela diz:

- Bem, na verdade eu moro em Piraquara, região metropolita. Pertinho, rs

Duas horas de busão "cata osso"; aqueles bancos duros, iguais àqueles trens antigos. 

Por falar em trem, ainda temos passeios de trem em Curitiba, saindo da rodoviária...


...Ou rodoferroviária, como chamamos, pois dali também saem os trens de passageiros com destino à cidade de Morretes, com trajeto pela Serra do Mar, no Litoral do Estado. 
Ah, aquele veículo vermelho ali é o biarticulado e não um trem. O trem é um pouco menor.

Em frente à rodoviária você encontra o Mercado Municipal, grande ponto turístico da cidade que atrai muitos turistas e moradores em busca dos mais de 72 mil produtos dos mais variados, bem como lanchonetes e artes. O Mercado Municipal conta com uma estrutura de 15,6 mil metros, que reúne 362 unidades comerciais, entre boxes e bancas, comandados por 196 comerciantes.


Assim como a Rodoferroviária, o Mercado Municipal está instalado num bairro 'colado' ao centro da cidade, no Jardim Botânico, que leva esse nome devido ao principal cartão postal de Curitiba.


Inaugurado em 5 de outubro de 1991, é uma área protegida, constituída por coleções de plantas vivas, cientificamente reconhecidas, organizadas e identificadas, com a finalidade de estudo, pesquisa e documentação do patrimônio florístico do País, em especial da flora paranaense. O nome oficial é uma homenagem à urbanista Francisca Maria Garfunkel Rischbieter, uma das pioneiras no trabalho de planejamento urbano de Curitiba.

Dos seus 178 mil metros quadrados, mais de 40% de sua área total corresponde a um Bosque de Preservação Permanente, conforme a Lei Municipal nº 62 de 1986, com nascentes formadoras dos lagos.

E lagos não faltam na Cidade: Desde em parques como o Barigui, o São Lorenço, o do Iguaçu, entre tantos outros, como o Tanguá e o Tingui --com seu incrível Memorial Ucraniano-- e muitos outros bosques, como o do Papa e o charme do Alemão, este que é ponto de encontro de diversos casais


Inaugurado em 1996, o Bosque Alemão homenageia a cultura e as tradições que os imigrantes alemães trouxeram para Curitiba. Ocupa 38 mil m² de área no bairro Vista Alegre. A maior parte dessa área é de mata nativa densa e fazia parte da antiga chácara da família Schaffer.

O Bosque é rico em atrações. Lá você encontra o Oratório Bach, uma sala para concertos musicais e a Torre dos Filósofos, com um mirante. 


Falando em Torre, não deixe de conhecer a Torre Panorâmica da cidade, uma torre de uma empresa de telefonia que permite o turista vislumbrar a cidade  em 360 graus, a cento e dez metros de altura.



Dentre tantos lugares incríveis nessa cidade também incrível, você também não pode esquecer de visitar a Universidade Federal do Paraná, que fica no calçadão da XV, mas no outro lado ao qual nós estávamos, ou seja, lá na Praça Santos Andrade, pertinho do Teatro Guaíra. O Paço da Liberdade, a Rua 24 horas e o Memorial Árabe também são atrações imperdíveis. Museus como o do Holocausto e do Expedicionário (ou "Museu do Avião), contam a história de tempos de Guerra. 


Dentre tantos outros museus e teatros na cidade, também destaca-se o Teatro Paiol, no bairro Rebouças. O nome se deve a uma rica e trágica história. Em meados de 1874 havia um armazém, dirigido por uma viúva que comercializava fogos de artifícios. E segundo relatos históricos houve uma grande explosão dando início a várias mudanças no local designado para esta função.


Ahh! Lugares como a Unilivre (Universidade Livre do Meio Ambiente) também merece uma visita. Não muito explorada pelos turistas, possivelmente por falta de algumas informações, a universidade conta com lagos e vários animais em seu grande terreno, com sua sede feita de madeira, integrando-se ao meio ambiente.

Não poderei citar todos os lugares incríveis que existem nessa magnífica cidade, pois senão passaríamos horas lendo.

O artigo ficou um pouco grande, mas é a forma que eu pude encontrar para expressar o meu amor por essa capital que eu adotei para ser minha. 

Não deixe de conhecer essa cidade considerada diferentona; onde o povo guarda o papel da bala no bolso e joga no cesto de lixo; 

Onde os piás de prédio e os piás da vila se juntam para andar de skate na pista do Gaúcho...



Onde até hoje não temos certeza à respeito do prédio que gira. Será lenda ou verdade? 


Onde o ônibus 666 vai ao Novo Mundo...


Onde você pode escolher viver sozinho, por que não?


Ou fazer novos amigos no Bar do Alemão!

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